"Num fluxo de duas mãos - "mundo" ali de fora - ande na contramão mesmo que te 'buzinem' ou te 'dêem luz alta'...seja bom no "volante".... Aperte os cintos - Com JESUSna carona ATÉ O FIM!"
- Autor -
Refletindo...
"Por que nada podemos contra a Verdade, senão em favor da própria Verdade" (2Co 13:8)
Nem mesmo o mais radical dos visionários teria ousado supor o que Deus pode mudar em uma pessoa, em uma Vida. Lembro-me do ateísmo dramatizado no meu cotidiano há alguns anos atrás. A Bíblia colocada na cabeceira dos meus dias, não como um mero livro, mas como fonte da Verdade, como um manual vivo, lido e relido no fascínio de quem ajusta as velas em busca de novos rumos, coisas que se tornaram normais para alguém que entrincheirava o evangelho. A divisão da minha história, antes e depois desse fato, passou a limpo meus achismos, mudou minha visão.
Uma das descrições mais incríveis do que a Bíblia relata como “loucura para os homens, mas poder de Deus para os que crêem” é expressa por A W Tozer:
Um cristão verdadeiro é uma pessoa estranha em todos os sentidos. Ele sente um amor supremo por alguém que ele nunca viu; conversa familiarmente todos os dias com alguém que não pode ver; espera ir para o céu pelos méritos de outro; esvazia-se para que possa estar cheio; admite estar errado para que possa ser declarado certo; desce para que possa ir para o alto; é mais forte quando ele é mais fraco; é mais rico quando é mais pobre; mais feliz quando se sente o pior. Ele morre para que possa viver; renuncia para que possa ter; doa para que possa manter; vê o invisível, ouve o inaudível e conhece o que excede todo o entendimento
As decisões acima soam realmente como loucura para muitos. O evangelho escrito, pensado, analisado, deve também ser VIVIDO. Falo das entrelinhas nítidas entre ‘o saber’ e ‘o executar’. Muitos conhecem a Cristo, sabem da história, poucos passam a limpo sua história pelas mãos Dele! Viver pela fé, desfrutar de uma sinestesia jamais vista ou imaginada, ir contrário a regra, ser o fora de moda, o “religioso”, se é que isso existe. Coisas que não mudam do dia pra noite.
Muitas vezes fui questionado do porque da minha mudança, tenho certeza que Paulo de Tarso, o Apóstolo Paulo, quando de perseguidor de Cristãos, tornou-se um Deles, também foi questionado, taxado de louco, abandonado por seus “parceiros”. Ser tirado da órbita de um sistema que caminha auto-suficiente, que marca passo em uma retórica incrédula, que faz da fé um mero positivismo humano, que coloca Deus no subúrbio do coração humano; é como uma ficha que cai, um estalo na mente. Com certeza não é obra da lábia humana, mas de um Deus que segue batendo na porta, de forma discreta, quase inaudível. Ouvi-lo é uma decisão, traz uma revolução. Loucura? Sim! Real! Palpável!
O até então aqui falado neste texto e nesse blog vai realmente contra a razão. Entendido talvez como uma viagem que rivaliza com o empírico (científico), dando uma ‘chave de braço’ em Charles Darwin, uma ‘prensa’ em Richard Dawkins (ateísta de influencia mundial), um ‘susto’ no Islã, um ‘desconforto’ em Alan Kardec e suas teorias... ou tantos outros “golpes” que tiram as máscaras e trazem a única Verdade - Jesus Cristo. Sou um de tantos imperfeitos e informes que em formação de caráter, seguem como Paulo para o Alvo:
Quanto a mim, não julgo havê-lo alcançado; mas uma coisa faço: esquecendo-me das coisas que para trás ficam e avançando para as que diante de mim estão, prossigo para o alvo, para o prêmio da soberana vocação de Deus em Cristo JesusFp 3:13-14
Analisando no retrovisor da minha vida, a ‘mensagem transformadora’ lutou as escuras, foi sendo lida aos poucos, foi descortinando um ‘Cara’ que até então só ouvia falar no Natal, ou “via-O” ensangüentado ‘decorando’ a igreja na cruz. Mas quando entendi que esse Cruz estava vazia, que no 3º dia esse ‘Cara’ mudou a minha e a Tua história - tremi como Paulo, como João, chorei como Davi, como alguém humano frente ao Deus Verdadeiro. Comecei a ‘parafrasear’ as palavras acima lida de A W Tozer nos meus dias.
A carga de incredulidade, o deboche ao verdadeiro Cristianismo, a aversão a Deus, tudo ficou na lata de lixo, envelhecida com o tempo. A mensagem segue sendo lida, mudando histórias, Ele segue batendo nas portas, muitos seguem sem entendê-la. As páginas escritas em nossas vidas talvez precisem ser passadas a limpo. A história de Deus confundido com a nossa história pessoal, é algo que ‘mancamente’ tenho aprendido, dando os primeiros passos. VALER A PENA! (é o verbo que tenho conjugado nos 3 tempos: passado, presente e futuro)!
Falar do que o coração está cheio, olhando para dentro de si, expressando em palavras os sentimentos... Pode ser que escrever seja isso... Gostaria em poucas palavras de contar algo que hoje torno público: de onde tirei a idéia de escrever coisas que me vem à cabeça, como torpe, tentando encontrar o fonema adequado, a conjunção mais plena, o verbo que melhor explique a ação, tentando fazer com que outros conheçam esse IMPULSO que um dia me foi colocado no coração.
Pra muitos expressar em palavras e colocar as idéias de forma ordenada, em um papel com uma caneta (modo tradicional e mais belo que há), seja algo de mérito próprio, de grande busca e estudo pessoal. Comigo um antagonismo fático e perceptível pelas pessoas que me conhecem: um jovem que sempre foi um dos piores na turma nas redações, alguém que para escrever um parágrafo se limitava na falta de idéias, de organização; o conhecido “probleminha” que sustentava a caneta sobre um papel: Esse sou Eu.
Um dia trabalhando como estagiário em uma empresa, timidamente fazendo serviços mais diversos da parte administrativa, convivendo com pessoas das mais diversas opiniões. Ouvindo diariamente sobre questões familiares, desabafos dos colegas, pessoas perdidas em meio a um mundo corrompido que colocavam um ponto de exclamação (!) e me faziam chamar a atenção.
Ter a Solução em minhas mãos, ter o ajuste pra todas aquelas pessoas e suas famílias era algo que eu guardava no meu coração, cadeado por uma timidez, Jesus se escondia na minha vida, gritando para ser conhecido através da minha boca. Tive muitas oportunidades e situações colocadas pra que eu O apresentasse, mas calado guardava o maior tesouro que se pode conhecer, O Deus vivo, que restaura, que cura, que pulsa Sua justiça sobre os necessitados.
Diversas vezes, apesar de novo na fé, ao colocar a cabeça no travesseiro me perguntava qual era o meu papel naquele lugar? “Será somente esse estágio?” Com a consciência pesando toneladas dormia um sono relaxado no meu inconformismo pessoal! Isso se seguiu por dias. Até que faltavam alguns dias para que meu tempo do estágio acabasse naquele empresa, digo: naquele “campo” pronto para a colheita, e algo era preciso fazer, pensava...
Em uma noite me acordo de madrugada, 4h da manha, latejando na minha mente, sobre algo que eu poderia fazer para descortinar a Verdade aos olhos daqueles colegas, buscando que se tornassem Irmãos. Vêm-me um estalo na cabeça, ESCREVER uma carta de despedida e ali relatar a Solução Viva e Eficaz para todos. Mas pensei: EU? Das mais improváveis idéias, essa? Escrever? Lutando contra mim mesmo, encontro um papel e uma caneta, em lagrimas encostando a caneta no papel, abrindo ali meu coração, escrevi como nunca antes, 4 páginas para alguém que em um parágrafo lutava pela multiplicação das palavras.
Ali relatei a história do estagiário tímido, apontando o porquê daquela carta, e trazendo a Verdade, apontando para aquele que um dia apontou para mim: Jesus. Tentando trazer a Solução pra todo aquele acumulo de confidências dos colegas e suas respectivas respostas que eu guardava na ponta da língua, cortinado por mim mesmo. Quase sem dormir aquela noite, pensando se era aquilo mesmo a ser feito, fui para meu ultimo dia de estágio.
Talvez lendo até aqui você aguarde um final de cinema pra essa história, algo que nem Hollywood jamais pensou. Pois é, esse filme não aconteceu! Ao preparar as coisas pro dia de trabalho, tive uma atitude que me fez amadurecer muito: Deixei a carta em casa. Talvez você esteja decepcionado comigo como eu por muito tempo fiquei por meses que se passaram. Mas uma coisa aprendi, tudo aquilo que Deus gerar no seu coração: FAÇA! Mas como com Deus não tem “bola perdida”, a partir daquele dia, daquelas 4h da manha, a caneta parece que ainda está no papel, e a vontade de escrever segue pulsando... Ainda continuo com os problemas no português, mas uma coisa mudou: Aquela mensagem precisa ser passada adiante...
Talvez Deus tenha colocado no seu coração, uma idéia, algo inusitado em que você mesmo se ‘auto limita’ (Redundante: pra chamar a atenção que somos nós que NOS limitamos). Talvez você se pergunte por que essa idéia? Como um dia eu me perguntei... Pessoas nascerão daquilo que Deus colocar no seu coração, o maior poder criativo de todos estará contigo... Toda a HONRA, GLÓRIA, LOUVOR àquele que apontou SEMPRE para nós: JESUS! E que você adube as idéias de Deus em sua vida e elas NASÇAM...
Obs: Um dia me perguntaram, mas e essa carta, onde está? Nem eu sei, perdi, sumiu. Mas espero que Ele me proporcione escrever muitas outras... Amém
*(Gênesis 20:5b) - Em sinceridade do coração e em pureza das minhas mãos tenho feito isto.
*(Ezequiel 36:27) - “E porei dentro de vós o meu Espírito, e farei que andeis nos meus estatutos, e guardeis os meus juízos, e os observeis.”
*(Deuteronômio 11:18) - “Ponde, pois, estas minhas palavras no vosso coração e na vossa alma, e atai-as por sinal na vossa mão, para que estejam por frontais entre os vossos olhos.”
Apertar os cintos, orar a Deus por proteção, sentir o frio na barriga, pressionar o apoiador de braços como quem com anseio, sente o frio na barriga. Experimentando a velocidade que nos empurra para a poltrona, onde o vento externo é repelido pela fuselagem. Ouvidos “entupidos” pela pressão que cresce proporcional a altitude visível na janelinha. Timidamente a sensação de que está tudo bem começa a se confundir com o som do aviso de soltar os cintos. Alguns minutos na decolagem de um avião, milhares de sensações vividas, talvez um ano para descrevê-las.
Uma simples ou complexa decolagem de um avião dependendo do ângulo de visão, faz-nos pensar... Buscar vôos mais altos, sonhar alto, ir além do planejado, conquistar os propósitos do Alto, como que “estando mais próximo de Deus”, descrevem os nossos planos, metas e buscas. Tal qual a um avião, a decolagem de nossas vidas, passa pelas sensações de um vôo comercial! O frio na barriga, os conflitos “pessimistas” de nossas mentes, as sensações de insegurança, o “ar rarefeito” fazendo-nos ofegante. Sintomas daqueles que buscam vôos mais altos!
As preocupações nos deixam alerta, a adrenalina é liberada, ficamos sensíveis aos perigos eminentes e isso faz conturbar nossas vontades e sensações. O medo bate a porta, virar a chave e trancá-la mais ainda é uma questão de vigiarmos nossa subida. Ao atingir a altura e velocidades de cruzeiro, onde a paz é agradável, criando um ambiente de segurança, mas não de distração! Porque turbulências surgem nos vôos mais seguros e modernos nessas altitudes. Nas nossas vidas, viveremos níveis de turbulências diversificados, dependendo da altitude que almejamos alcançar. Só que diferentes das máquinas com asas, as nossas tribulações nos fortalecem e nos impulsionam a voar mais alto.
Assim como um avião é preparado para superar e transpor diversas intempéries, sendo o meio de transporte mais seguro do mundo, nós humanos, de aparência frágil, limitados, cheios de “medos” e anseios, somos preparados por DEUS para superar e transpor da mesma forma toda e qualquer turbulência ou tribulação.
Que nesse vôo de 2011 que se inicia, onde talvez nosso avião ainda taxie na pista, venhamos a DECOLAR verdadeiramente, venhamos a conquistar os lugares ALTOS, mais próximos de DEUS, sabendo dos sintomas, sensações e conflitos que acompanham aqueles que querem romper atmosferas, atingindo as alturas. E que as turbulências sejam passageiras, pois sua presença é certa, lembrando que somos a Criação mais preparada para romper limites! Máquinas ilimitadas em Deus!
“Nem o que planta é alguma coisa, nem o que rega, mas DEUS que dá o crescimento”
Talvez para muitos a letra dessa música soe como um FILME VIVIDO...UM TESTEMUNHO PESSOAL...
Talvez para outro seja uma mera canção, com boa melodia... Fato é que independente da nossa opinião o CÉU É POSTO PARA TODOS!...O SOL BRILHA PARA TODOS... A ESTRELA DA MANHA (JESUS) É PARA TODOS...
Muitos não olham para o céu, não querem ser guiados por Jesus... Ela continuará nascendo para TODOS, todos os dias, corroendo a escuridão, guiando o perdido para O CAMINHO. Na Cruz, seu sangue corroeu a escuridão, fez brilhar a vida em nós...VIVA A OBRA DA CRUZ!
__________________________________________________________________________________
“Antes, TEMA o Teu Deus!...”. Muitas vezes trocamos o advérbio de tempo desta frase. Antes de qualquer situação, de qualquer decisão, antes até mesmo da convicção pessoal... TEMA O TEU DEUS ANTES DE TUDO! Em uma auto-análise de nossas vidas podemos medir o tamanho do nosso temor. Se é que temos discernimento para isso. Mas com certeza Deus nos mostrará áreas em que nossa ‘régua’ de medição é mínima, ou quem sabe sem medida alguma, pela falta do que medir.
O temor é algo pessoal e com relação direta entre duas pessoas: VOCÊ E DEUS. Somente essas duas partes podem avaliar os centímetros ou metros do seu temor. O temor é algo CONSTANTE, o temor é ZELO, respeito, é HONRA. Por vezes o temor é visto como medo pelo fato da JUSTIÇA ser TRATADA COMO DURA. Em Salmos 2:11“Servi ao SENHOR com temor, e alegrai-vos com tremor” – Temê-lo com ALEGRIA tirando toda resistência pessoal, ALEGRANDO-SE NELE. Temor é sobretudo AMOR, entre servo e Senhor, uma aliança verdadeira!
Testada constantemente essa aliança passa pelo “TESTE DO TEMOR”. Situações que nosso temor é PROVADO. Onde dois caminhos nos são propostos. A aprovação depende de nossa decisão, esta NAS NOSSAS MÃOS.
Temer é guardar as promessas, é confiar NO INVISÍVEL - “Bem aventurado os que não viram e creram”João 20:29 (Exercício da Fé). Isso deve fazer parte de nosso estilo de vida! Talvez nos falte muitas vezes temor na segunda-feira, em um conflito paradoxal com nosso domingo na presença de Deus. Falta-nos constância de colocar em prática aquilo que aprendemos, aquilo que fomos ministrados nos cultos, vivendo na segunda, terça, quarta, quinta, sexta, sábado, NOS NOSSOS DIAS.
O temor não pode ser algo sazonal, que dependendo da época que estamos passando ele mude, ou local, que dependendo de onde estamos à mudança ocorre. Pode ser que seja ligado a pessoas, quando da falta delas não exista (ex: nossos lideres), distantes deles o temor é mascarado... Mas fato é que o TEMOR DEVE SER IMUTÁVEL AO MEIO, TEMPO, CIRCUNSTÂNCIAS, PESSOAS. Colocar máscaras nisso é fazer de conta que Deus é cego, ou invisível. É iludir-se na nossa própria cegueira!
Várias são as chaves que abrem nosso coração ao TEMOR A DEUS:
• Busca por sabedoria (revelação pela própria palavra) (Pv 1:7a) “O Temor do Senhor é o principio do saber”. Em Jô 28:28 “Eis que o temor do Senhor é a sabedoria”.
• O temor também é gerado quando há um encontro com o Eterno, ou quando sua glória se manifesta (Lc 7:14-16) “Chegando-se, tocou o esquife e, parando os que o conduziam, disse: Jovem, eu te mando: Levanta-te! Sentou-se o que estivera morto e passou a falar; e Jesus o restituiu a sua mãe. TODOS FICARAM POSSUÍDOS DE TEMOR e glorificavam a Deus...”
“O que anda na retidão TEME ao Senhor, mas o que anda em caminhos tortuosos, esse O despreza” (Pv 14:2). Andar Nele com retidão, segundo a sua palavra, independente se estamos na rua, na igreja, com amigos, sozinhos em nosso quarto, etc., é o que caracteriza o “TEMOR na prática’. A régua é posta, avaliar a medida dela cabe a cada um de nós. Que sejamos a geração dos Verdadeiros Tementes a Deus! Que ANTES buscam temê-LO!
(OU COMO CADA UM QUEIRA CHAMAR O TÍTULO...) o que eu gostei de chamar ta la no final.
Na navegação marítima o que guia os navios nas tempestades ou na escuridão para distante da costa, dos rochedos, são os faróis. O responsável pela manutenção e funcionamento do farol, o faroleiro, mantém sempre a chama acessa. Sua luz guia o navegador perdido em segurança. Jesus da mesma forma ilumina a escuridão, aponta o caminho com segurança.
Que todo navegador desse mundo enxergue o farol que guarnece a costa, evitando a zona de impacto com as pedras. Alinhar o leme do barco no caminho certo é uma decisão pessoal. Independente do dia, faça chuva ou sol, lá está o faroleiro guiando navegadores em segurança. Muitos não vêem o próprio faroleiro, mas vêem a sua obra: Imponente “engenharia” cravada na rocha (costeira), aponta o perigo, indica o caminho correto, protege. Como um mapa, Jesus quer ser lido! Como um farol quer nos guiar em segurança! Sua obra: LUZ PARA O MUNDO, para o perdido. Assim seja a minha e a tua vida, um despertar por esse Caminho, pois na Cruz Ele nos deu a orientação, o mapa, o farol.
Muitos naufragam nesse imenso mar, como que de encontro as rochas, conduzidos à tempestades, submergem em águas profundas, andam em círculos , presos em um aquário, agem como ‘peixinhos’, recebem alimento na boca, tem a sensação de liberdade, mas presos, limitados por vidros. Onde a função do faroleiro perde seu papel, onde nem o mais visionário dos navegadores ousou navegar. A aparente tranqüilidade do aquário repele-se na sensação do marasmo artificial vivido, IMPOSSÍVEL NAVEGAR.
Fisgados, vivem livres em um mundo limitado, mortos em sua natureza, domesticados vivendo como peças decorativas do ambiente. Assim é o mundo, que coloca um vidro limitando nossa liberdade. A transparência do vidro trás a sensação de liberdade, só sensação! O faroleiro é tirado de sua função e somos levados a pensar: “Nesse lugar não precisa de nenhum faroleiro!”.
Essas comparações descritas, fábulas, parábolas, “historinha infantil”, como você queira chamar tudo isso relatado sobre mar, peixe, liberdade, navegação, Farol, etc, tem somente uma função: Mostrar que o faroleiro, Jesus, segue sua trajetória, protegendo e mostrando o Caminho da Vida, da Liberdade, da Paz e LEMBRE-SE: Caso você sinta falta de ar, caso sinta a água parada, o marasmo, VOCÊ se encontra no aquário!!...QUEBRE O VIDRO!! Navegue em mar aberto, busque o Faroleiro, leia o Mapa! Embarque no convés do barco, viva e não somente ouça falar!
Que Jesus seja descoberto, desvendado. O véu que nos separava da Verdade já foi rasgado há muito tempo atrás, hoje nos cabe quebrar o vidro dos nossos achismos.
Somos inseridos em um mundo dito secular, onde a marginalização de Jesus na sociedade é constante. Tornamos-nos peregrinos e estrangeiros a esse sistema. Protegidos por uma ‘Bolha’, renegamos a essa engrenagem diariamente. Mas será que buscamos criar nosso próprio ‘mundinho’, vivendo a margem do que Deus tem pra nós? Fazer com que o mundo seja ‘Bolificado’ de Vida, de Justiça e Paz, requer esforço, ação, requer que influenciemos.
Influenciar algo já sistematizado, alienado, paralisado, arcaico, que como um senhor idoso e suas manias; nos remete a muito mais do que nossa rotina diária, nosso comodismo, nossa secularidade. Como podemos influenciar nossa geração, sendo que diariamente somos influenciados pelo mundo e passivamente nos escondemos no aconchego de nossa ‘Bolha’?
Os verdadeiros transformadores da história, viram as coisas de forma diferente, agiram diferente, jamais descansaram, pois renovados eram dia após dia. Não se limitaram às suas visões humanas, mas viram as coisas pelos olhos de Deus. Implantaram o reino, mostraram o Deus vivo, influenciaram! O que faz com que sejamos influenciados e não influenciadores, é a nossa mediocridade. Nos tornamos médios, limitados ao comodismo e ao conforto do “está bom assim!”.
Pode ser que não soframos influencia do mundo com relação a impurezas, pois fomos libertos, morremos para a carne, nos santificamos, preparados fomos para mudar a história, mas por vezes nos paralisamos, nos tornamos santos de madeira, ao entrarmos em uma rota de paralisia devido a exclusão que o mundo impõe. Como Jesus, que nas religiões do mundo é visto somente na igreja. Foi excluído da engrenagem secular, do dia-a-dia. Nós da mesma forma, limitamo-nos ao nosso ‘Lar’, vemos o mundo sem solução, ficamos em casa, meros espectadores.
Influenciar ou ser influenciado: Diariamente caminhamos para um destes lados. Andar no sentido contrario do mundo, não é esquecê-lo, mas buscar arrastar uma geração pro mesmo caminho! Creio que Deus procura influenciadores para a nossa geração.
Quantas vezes nos limitamos a dizer: “Ta Amarrado!”, frente as atitudes de um amigo ou colega que caminha para a morte. Mas não temos ousadia de falar como profetas de Deus, que trazem a Justiça, que abrem a boca e influenciam multidões. Paralelamente, por vezes, abrimos a boca e não somos entendidos, por nossa “linguagem espiritual”. Sejamos como Paulo em 1Co 9:22 “Fiz-me fraco para com os fracos, com o fim de ganhar os fracos. Fiz-me tudo para com todos, com o fim de por todos os modos, salvar alguns”.
Vejo que muitos serão usados para nos paralisar, muitos não aceitarão a nossa pregação, tentarão nos chutar de volta para nossa “Bolha”, mas que a Palavra não morra dentro de nossa boca, que nossa geração escute-nos.
Vendo nessa perspectiva, nossa ‘Bolha’ é como Israel quando no deserto, guiada por Moisés. O milagre, o sobrenatural está ali, claro como a nuvem que os direcionava, que dava proteção contra o sol escaldante, como a água que saia da pedra, como o fogo que aquecia a noite congelante. Vivemos protegidos, mas será que nosso coração é o mesmo que o povo tinha? Murmurador, eram supridos, mas queriam suas vontades, limitados pelo ego, foram distanciados da Terra Prometida.
O milagre da Vida lhes era dado diuturnamente no lugar mais improvável de ocorrência dela, no deserto. Talvez estejamos como esse povo, vivendo o milagre, a proteção, mas incrédulos por nossas vontades, acomodados na nossa rotina, descrentes do sobrenatural. Pode ser que mornos do primeiro amor, influenciados pela naturalidade, alavancados a fazer grandiosidade, andamos em círculos, como senhores da mesmice.
Que a novidade de Vida que nos é dada a cada despertar matinal, não se torne religião, rotina. Que não sejamos influenciados pelas sutilezas da secularidade. Que nossa ‘Bolha’ não seja sinônimo de conforto, mas arma para conquistar o mundo. Que a Justiça de Deus em nós, não seja leve e momentânea. Acordemos para influenciar nossa geração.
(Isaías 50: 4-5) “O Senhor me deu língua de erudito, para que eu saiba dizer boa palavra ao cansado. Ele me desperta todas as manhãs, desperta-me o ouvido para que eu ouça como os eruditos. O Senhor Deus me abriu os ouvidos, e eu não fui rebelde, NÃO ME RETRAÍ.”